Qual o sentido da vida, que não apenas viver, e morrer? Onde
está o esse sentido, senão numa procura insaciável de uma felicidade quase
inalcançável? Para que se nasce? Qual
é a razão por detrás de um nascimento, para se viver uma vida plena… mas plena
de sofrimento? Nascemos para alcançar que metas? Nascemos para viver um destino
pré-escrito de angústia, mágoa, e dor? Qual é o objetivo da inocência de se
crescer para um futuro indesejável? É a carência de coisas tão simples como
comida, e água? É incorporar uma doença que nos suga o todo o sopro de uma
vida? É deixar o coração morrer por amor? É sermos assolados pela tão triste
solidão? É interrelacionarmo-nos com outros semelhantes para um dia os
perdermos e só restar a sua ausência e uma saudade inquietante? É crescer para
vidas de mentira e vidas repletas de verdades ocultas? O que estamos a fazer
neste mundo para além de nascer, sofrer
uma vida inteira, e num último sopro de angústia morrer? Estamos perante um
mundo assim tão cruel que necessita de nos pôr á prova a cada segundo da nossa
existência? Não, nem todos os males vêm por bem, senão não existiria morte,
existiria uma eternidade de pura sobrevivência do mais forte, e do mais fraco…
Para quê tanto sofrimento em vão, se no final toda a mágoa passada acaba
enterrada debaixo de terra? Se nascemos não para viver mas sim para apenas
sobreviver, para que nascemos nós afinal? A resposta é simples. Nascemos para sofrer.
Palavras do meu coração.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
sábado, 25 de janeiro de 2014
Será possível? Será possível que no cair da noite, que no desabar do dia ainda penso em ti? Como choro por ti. Era tempo de parar, era tempo de não mais sofrer, era altura de seguir um caminho diferente, de dar um rumo a esta minha vida repleta de más emoções e recordações, recordações que assombram o meu escuro e que moem a minha mente. Como é que uma só pessoa consegue fazer isto? Como é que uma alma apenas consegue mexer com toda a existência de outra? Como persiste? E se persiste, se persistes.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Saudades. Saudades cortantes, a esfaquear o meu peito, a vaguear sobre a minha mente e a massacrar o meu coração. Caminhos descruzados, almas separadas, sentimentos perdidos. Desespero, angústia, medo, dor, são esses os sentimentos persistentes no decorrer da minha vida, são essas as emoções que me acompanham, emoções que são a minha sombra na corrida da vivência, a minha sombra triste e cansada que apenas se reflete no chão, e não na cara, ou no próprio corpo, para que ninguém a veja. Sombra essa que apenas eu sei que me acompanha, apenas eu a vejo, apenas eu a sinto a levitar o meu corpo e a dominá-lo por dentro, como se fosse uma marioneta, onde fios podem ser puxados, e onde eu posso ser levada, sem consciência para onde estou a ir, pois estou a ir sem ti. Minha força, minha alma, meu guia, para onde foste? onde estás? porque foste assim, e me deixaste cair sem amparo? Meu anjo que voaste para longe de mim, meu protetor, protetor de outro alguém agora. Encontro-me no meio do céu, o que foi outrora o nosso astral, a perguntar-me a mim mesma se encontraste outro anjo para te guiar que não eu, se tens outro alguém com quem queres partilhar um futuro... Enquanto que o meu futuro, o meu pensado futuro, podia apenas ser partilhado contigo.
terça-feira, 2 de abril de 2013
sábado, 23 de março de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Tu, sim tu, pequena miragem que passa diante a minha vista, sombra de ilusão que vem de mim, de dentro de mim, e um mero fruto da minha imaginação. Vejo a tua imagem, o deslumbre da tua pessoa, tão pertinho dos meus olhos, tão ao meu alcance, sinto o teu toque, cheiro o teu perfume, aprecio a intensidade do teu olhar, oiço a tua voz a chamar por mim, sinto a tua respiração, o bater do teu coração, mas como é possível? Como é possível se... tu não estás aqui? Tu não estás aqui. Viajo sozinha sobre a minha própria armadura, na minha própria passada, no meu caminhar lento e esperançoso, ultrapasso desafios, venço desavenças, para ir ao teu encontro, para te sentir. "Estou tão perto de ti, espera, eu estou a chegar", penso. Finalmente chego ao que pensava ser o meu destino, e quando penso estar prestes a chegar perto de ti, quando te vejo a ti, e uma luz em volta do teu corpo tão reluzente que por pouco me fere a vista, só tu apenas tu e mais nada, tu desapareces, foges; "para onde foste tu?", "onde estás?", ouvem-se os gritos do meu coração. Será isto apenas um sonho? Será que tenho os meus pensamentos tão sufocados que já permiti que se apoderassem de mim, da minha razão e da minha racionalidade? Será isto é pura ilusão, desejo a falar mais alto, tão alto, que se afasta demasiado da realidade fazendo-me perder a noção do tempo e do espaço? Sim, é ilusão, pois quando estou a um palmo de ti, a tua imagem desaparece, como que soprada por uma rajada de vento que por ali passou no exato momento em que te iria abraçar, tu desapareces e só consigo avistar o desvanecer do que eu criei na minha cabeça. A luz desapareceu, tu desapareceste e eu permaneci sozinha com o sofrimento de encarar que era tudo imaginação, sentada num recanto debruçada sobre a minha própria dor, e olhando pelo ombro, na pequena esperança que seja tudo um pesadelo, e que tu estejas realmente presente neste momento, que me faças aperceber que isto não é apenas mais uma representação na minha cabeça, mais uma sequência de imagens falsas que só eu as presencio e vejo, que apareças e digas 'está tudo bem, eu estou aqui'. Fiquei presa no conforto falso que se apoderou de mim. Acordei. Sim, apenas sonhei, agora sei, foi tudo apenas um sonho. Sinto alivio, o pesadelo passou... No entanto, outro sentimento cresce dentro de mim, sinto desespero, sinto lágrimas... É que, realidade ou sonho, tu continuas sem estar aqui.
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