quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Qual o sentido da vida, que não apenas viver, e morrer? Onde está o esse sentido, senão numa procura insaciável de uma felicidade quase inalcançável? Para que se nasce? Qual é a razão por detrás de um nascimento, para se viver uma vida plena… mas plena de sofrimento? Nascemos para alcançar que metas? Nascemos para viver um destino pré-escrito de angústia, mágoa, e dor? Qual é o objetivo da inocência de se crescer para um futuro indesejável? É a carência de coisas tão simples como comida, e água? É incorporar uma doença que nos suga o todo o sopro de uma vida? É deixar o coração morrer por amor? É sermos assolados pela tão triste solidão? É interrelacionarmo-nos com outros semelhantes para um dia os perdermos e só restar a sua ausência e uma saudade inquietante? É crescer para vidas de mentira e vidas repletas de verdades ocultas? O que estamos a fazer neste mundo para além de nascer, sofrer uma vida inteira, e num último sopro de angústia morrer? Estamos perante um mundo assim tão cruel que necessita de nos pôr á prova a cada segundo da nossa existência? Não, nem todos os males vêm por bem, senão não existiria morte, existiria uma eternidade de pura sobrevivência do mais forte, e do mais fraco… Para quê tanto sofrimento em vão, se no final toda a mágoa passada acaba enterrada debaixo de terra? Se nascemos não para viver mas sim para apenas sobreviver, para que nascemos nós afinal? A resposta é simples. Nascemos para sofrer.

Amo incondicionalmente, amo com tudo o que tenho, da mesma maneira que sofro com tudo o que sou...