segunda-feira, 2 de julho de 2012

Gostar de ti... 
Dois meses já se passaram, e sim, melhorei um pouco o meu sorriso, posso até dizer que consegui ficar um pouco... contente, isso devido às pessoas que me rodeiam e têm a capacidade de puxar de mim um sorriso sincero, às quais agradeço do fundo do coração pela força e pela sua presença. Mas não estou feliz, porque felicidade é um conceito bastante relativo ao qual a minha vida não tende a dar-me motivos para sentir tal sensação. Ainda choro, ainda grito e ainda sofro pela pessoa que me roubou o coração, aquela que um dia fez-me sentir como nunca me tinha sentido, aquela pessoa que conseguiu pintar o seu nome no meu coração, ou mais profundo ainda, na minha alma. Essa pessoa fez os meus olhos brilharem como se fossem uma estrela lá no alto céu, como gota de água à luz do sol, mas foi também essa pessoa que me deixou adormecer todos os dias com choro no coração, e é essa pessoa que agora, não parece importar-se com a minha ausência, com o meu desaparecimento da sua vida. 
Estamos tão distantes como o céu e o mar, eu e ele, mas agora? Quer dizer, sempre o fomos, mas agora não existe sequer uma definição de distância, porque a física custa, mas a falta daquela presença das palavras, do amor, do carinho, do simples 'bom dia' pela manhã, ou das longas mensagens de despedida, boa noite, dói e magoa. Agora não estamos próximos, de maneira alguma, pelo contrário, cada vez vejo mais a sua sombra a ir-se embora, a sombra do meu amor. Não digo que preciso dele, ninguém ouve isso de mim, mas o meu coração a bater quando vejo as coisas antigas penso que fala por mim, os meus olhos a lacrimejarem, penso que diz tudo o que tem que ser dito. Eu não consigo chegar a ti, não posso chegar a ti, não sei como chegar a ti, não sei como apelar ao teu coração para ele notar que ainda sinto tanto amor por ti, que sinto a tua falta, e que de mim não sais. Pergunto-me, todos os dias, o porquê de isto ter acontecido, depois de tanta promessa e de tanto desejo e de tantos sonhos! Sim, esses sonhos que nós tínhamos com o futuro e com o nosso amor, porquê? Eu lembro-me dos sentimentos e das alegrias mais puras, lembro-me de tudo até ao mais ínfimo pormenor, mas e tu? Tu esqueceste? Apagaste? Ou simplesmente ignoraste? De qualquer das maneiras, é sofrimento que ainda sinto, e por vezes peço, peço para esquecer ou para apagar de mim este sentimento, porque penso não aguentar mais esta dor, não é disto que necessito, não é isto que quero, não quero mágoa, mas é isso que tenho, porque tu te foste, tu deixaste-me aqui assim, abandonaste-me com os meus sentimentos agarrados às costas, a fazer pressão como uma mala cheia de pedras, fazendo-me assim percorrer este caminho magoada, cansada de desilusão e de ver o meu coração a ser partido, cansada de sofrer... Eu já esperei tanto, tanto que já nem sei se ainda espero, ou se é apenas o relógio do amor ainda a dar as suas badaladas com o cair da noite, que ainda traz o seu silêncio da tua ausência. Por vezes vi o meu tempo a parar, e admito que o meu coração congelou a partir do momento em que me disseste adeus. O tempo parou, eu senti como se tivesse morrido, como se o meu coração tivesse parado por breves instantes, ressuscitando instantaneamente depois, e doeu tanto, doeu tanto rapaz, mataste-me lentamente quando decidiste abdicar de mim. O que me resta agora apenas são os fantasmas do nosso amor, do nosso passado, que me assombram com as saudades que o meu peito quer soltar, mas que eu não estou a deixar, não sei porquê, porque simplesmente não deixo soltar esta dor se sinto este eco enorme dentro de mim, que me torna vazia, sem vida! Ou então, talvez saiba...
Porque apesar da mágoa, enquanto o dia nascer e a noite cair, enquanto o vento soprar e a chuva bater, enquanto o sol brilhar e a lua iluminar, enquanto o gelo gelar e o fogo arder, e enquanto o meu pobre coração bater, eu vou sempre gostar de ti.

02-07-2012, JS.

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