terça-feira, 24 de abril de 2012


Por onde começar? Tanta coisa por dizer mas pareçe tudo tão pouco quando tento passar para palavras escritas, e não somente pensadas, mas como tudo o que é história, irei começar pelo início.
Quando eu falava em ‘amor’, quando o idealizava o que me vinha à mente? Contos de fadas. Talvez por querer viver um, apesar de saber que não passam disso mesmo, de contos, existe a possibilidade de viver um parecido, mas real. Talvez sou um pouco ingénua por encarar o amor como uma história onde não há tristeza, mágoa nem desilusão, só amor e magia, porque para mim esse sentimento é magia, é mágico e belo, mas claro que quando pensamos numa coisa imaginamos sempre o lado bom, e esquecemo-nos que existe também um lado mau. Lembro-me que em criança, ainda pequenina, inocente, adorava essas tais histórias de amor, príncipes e princesas, castelos e eternidade; cresci mas esse pensamento continua cá, e esse desejo de viver uma história em que possa ser para ’sempre’ sem ter que duvidar se ele existe mesmo é como que um sonho para mim. Já atingi um nível de maturidade diferente do que tinha em pequena, é verdade, mas essa doce inocência de amor permanece. Estranho? Infantil? Não, só uma diferente perspetiva do amor. Uma perspetiva que tem vindo a ser abatida por todos aqueles que eu considerava os meus ‘principes’, a minha diferente visão, distorcida mas bonita do amor tem sido machuchada, e pergunto-me porquê. Será demais pedir que me façam tão feliz assim que me dê a ilusão que estou a viver uma fantasia só encontrada em livros para crianças? Um conto fruto da imaginação de alguém apaixonado? É muito pedir isso? Talvez seja…
Mas não é fantástico? A Bela provou que bonito e feio se amam, que o exterior não importa; A Ariel provou que dois seres incompatíveis, de diferentes sítios podem manter uma relação; A Cinderela provou que não importa quem nos quer mal, quem nos prejudica, e que mesmo a pior vida que se tem pode tornar-se bela a partir do momento em que o príncipe é encontrado; E a Branca de Neve provou que nem a morte separa o amor.
É, eu adorava viver com aquela pessoa uma história assim; em que eu fosse a sua princesa e ele o meu principe, em que houvessem aquelas demonstrações de amor que até sufocam de tão lindas que são! Onde não houvesse nem um pingo de dor, num mundo só nosso, sem problemas… não consigo explicar, a perfeição não se explica. Mas acho que era isso que eu queria, perfeição como nos contos, histórias e filmes, apesar de ter certezas de que essa não existe mesmo, mas, qual é o mal de sonhar com algo que não existe realmente, que só existe na nossa cabeça? Que é trabalho da nossa fértil imaginação? Não há mal nenhum em sonhar.
E eu, ser humano que sou, sonho. Sonho bastante até, digamos que sou uma sonhadora.
E um dos meus sonhos? 
Continuar a viver contigo o conto de fadas que ao inicio estavamos a criar, e no fim escrever ‘foi para sempre’.


24-04-2012, JS.


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